quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tormentas

Depois que o corpo descobre o que é fazer amor
Não se permite mais o delírio por uma transa
O corpo  pede mais ternura
O corpo pede mais sentimento
Pede amor
O tesão já não é mais suficiente

Anos correm a fio
E ainda assim
O corpo, a alma, a mente e o coração não esquecem
Mas há feridas de um sentimento que não se fecham
E nesse quesito não se evolui
Porque foi ele
E ainda é ele

Mas como esquecer  o corpo ardente?
A face sem pudor?
O prazer mútuo?
O desejo incessante, ludibriante?
O gosto de quero mais?

De fato não se esquece
Nem mesmo os repetidos "Eu te amo"
Nem o dia do início do namoro
Nem as perseguições
Nem as promessas
E enfim
O dia em que desistiu

Segue-se o quanto as tormentas permitem
Porque nos sonhos estais lá
Não permitindo esquecer
Não permitindo viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário