quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tormentas

Depois que o corpo descobre o que é fazer amor
Não se permite mais o delírio por uma transa
O corpo  pede mais ternura
O corpo pede mais sentimento
Pede amor
O tesão já não é mais suficiente

Anos correm a fio
E ainda assim
O corpo, a alma, a mente e o coração não esquecem
Mas há feridas de um sentimento que não se fecham
E nesse quesito não se evolui
Porque foi ele
E ainda é ele

Mas como esquecer  o corpo ardente?
A face sem pudor?
O prazer mútuo?
O desejo incessante, ludibriante?
O gosto de quero mais?

De fato não se esquece
Nem mesmo os repetidos "Eu te amo"
Nem o dia do início do namoro
Nem as perseguições
Nem as promessas
E enfim
O dia em que desistiu

Segue-se o quanto as tormentas permitem
Porque nos sonhos estais lá
Não permitindo esquecer
Não permitindo viver.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Saudades da Militância

A seriedade nos planejamentos
As críticas e auto-críticas
O constante crescimento pessoal e ideológico
O orgulho por lutar por algo que é nosso
Coisas assim não se esquece
Ou pelo menos não deveria ser esquecido

A sensação de liberdade na ida a cada congresso, conferência ou encontro
O reconhecimento em fazer a coisa certa
Debates calorosos e instigantes
E na volta, a certeza do dever cumprido
A comemoração entre companheiros
Experiências e conhecimento na bagagem
Coisas afinal, que ninguém pode tomar
Nem mesmo a repressão
Nem mesmo a morte

A alegria de ver a revolta e o aderimento a luta 
que é de todos nós, nos olhos de um recruta
Tudo isso e muito mais
Faz da vida do militante
Uma história que vale a pena ser vivida
E assim, 
Todos se encontrarão na luta final

Hasta la victoria siempre!